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O espetáculo, que começou em 2016, foi apresentado pela última vez em julho de 2018.

Um homem que adorava observar o céu, desafiou a Igreja Católica e acabou enfrentando a Santa Inquisição. Baseada no texto “A vida de Galileu”, do dramaturgo Bertolt Brecht, a peça, que estreou no Museu da Vida em 2016, encerrou sua última temporada em julho de 2018. Matemático, astrônomo e físico italiano nascido em 1564, Galileu construiu um telescópio em 1609 com mais capacidade do que os que existiam à época, decidido a explorar aspectos desconhecidos do Universo. Manchas solares e os satélites de Júpiter são algumas de suas descobertas. Galileu defendeu a teoria heliocêntrica de Copérnico, segundo a qual o Sol é o centro do Universo e não a Terra, o que o fez ser perseguido pela Igreja Católica. Para fugir da fogueira, teve que negar aquilo em que acreditava.

A montagem no Museu da Vida dialogou com os públicos jovem e adulto. (Foto: Renato Mangolin)


No palco, música e humor são alguns elementos que agitaram a peça! “A ciência e o teatro precisam dos jovens: a juventude tem a mudança nos seus hormônios. Essa peça une arte e ciência e isso já vale a aventura de abrir o pano”, afirmou Daniel Herz, diretor geral da peça.

A encenação na Tenda da Ciência associou a questão do autoritarismo da época de Galileu com o autoritarismo do episódio que ficou conhecido como Massacre de Manguinhos, quando dez cientistas da Fiocruz tiveram seus direitos políticos cassados e foram forçadamente aposentados durante a ditadura militar. Os cientistas foram proibidos de entrar em seus laboratórios e muito de suas pesquisas ficou paralisado. 

“O texto de Brecht traz uma reflexão sobre a relação entre ciência e sociedade e mostra o compromisso do cientista com a humanidade. Além disso, a história explora o que pode acontecer com a ciência em regimes autoritários”, explicou Wanda Hamilton, cientista social, atriz do Museu da Vida e uma das responsáveis pela adaptação do texto original.

A peça discutiu a relação dos cientistas com a sustentação do autoritarismo ou da democracia e liberdade dentro da sociedade e ainda levantou a seguinte questão: por que o cientista deve se aproximar da população? Lembremos da mensagem de Galileu!

Ficha técnica
Duração: 75 minutos
Direção geral - Daniel Herz
Direção - Daniel Herz e João Marcelo Pallottino
Diretor assistente - Clarissa Kahane
Tradução - Roberto Schwarz
Adaptação do texto – Daniel Herz, Diego Vaz Bevilaqua, Letícia Guimarães e Wanda Hamilton
Elenco - Andressa Lameu, Carol Santaroni, Cláudia Ventura, Diego Abreu, Ingra da Rosa, Leandro Castilho, Pablo Paleologo, Roberto Rodrigues e Sérgio Kauffmann
Direção musical e música original - Leandro Castilho
Cenário - Fernando Mello da Costa
Figurino - Carla Ferraz
Desenho de luz- Aurélio de Simoni
Operação de luz - Lívia Atayde
Operação de Som - Ronaldo Carlos Barboza
Operação de Multimídia - Rafael Silvestre e Mario Barbosa
Direção de movimento - Janice Botelho
Programação visual - Alana Moreira e Flávia Castro
Produção executiva - Fernanda Avellar
Direção de produção - Geraldo Casadei

Acesse o programa da peça.



Atualizado em 31/07/2018

 

 

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