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Esse é um importante reconhecimento do trabalho de divulgação científica que tem sido realizado.

Exposição "Manguinhos Revelado: um lugar de ciência" integra o circuito do Museu da Vida.

Leia o informativo do Núcleo de Estudos da Divulgação Científica!


Informativo do Núcleo de Estudos da Divulgação Científica/Museu da Vida - Ano XVIII, n. 246, RJ, 6 de dezemrbo de 2018

 

Neste informe:
1. Novo espaço de publicação em divulgação científica
2. As atitudes dos chineses frente à edição de genoma
3. A ciência por trás das histórias
4. Ciência e autoridade
5. Lições e soluções em ciência cidadã
6. Mergulhando no acervo de José Reis
7. Prêmio de fotografia Ciência & Arte
8. Especialização em divulgação e popularização da ciência
9. Curso aborda interfaces entre internet, saúde e sociedade
10. Inscrições abertas para curso sobre museologia social


 
1. Novo espaço de publicação em divulgação científica – Um dos periódicos mais importantes na área de divulgação científica, o Journal of Science Commmunication (JCOM) acaba de lançar uma versão latino-americana. Como a congênere internacional, a JCOM América Latina é online e de livre acesso. Além de artigos científicos, publica comentários temáticos, ensaios, relatos de experiência, resenhas e cartas. O primeiro número da revista traz artigo da pesquisadora brasileira Luisa Massarani sobre o estado da arte da divulgação científica na região, incluindo aspectos relacionados a atividades práticas, pesquisas, política científica e capacitação na área. O pesquisador mexicano Carlos Enrique Orozco ajuda a traçar o panorama acadêmico da divulgação científica latino-americana com os resultados de estudo sobre a produção científica da região em três periódicos de destaque no campo. Sua pesquisa evidencia o protagonismo de Brasil, México e Argentina nesse cenário. Dentro do esforço de refletir sobre a divulgação científica na América Latina, a pesquisadora argentina Carina Cortassa analisa a transição pela qual a área passa, de uma etapa emergente para outra de consolidação. Em ensaio na revista, a autora defende que é preciso acompanhar esse processo a partir de uma reflexão teórica e epistemológica fincada no contexto regional. Outros artigos, ensaio e resenha completam a edição inaugural do periódico, disponível na íntegra em: <https://jcomal.sissa.it/pt-br/archive/01/01>.   

2. As atitudes dos chineses frente à edição de genoma – Recentemente, um geneticista chinês gerou apreensão e fortes críticas da comunidade científica internacional ao anunciar ter editado genes de embriões para torna-los resistentes ao vírus HIV. A repercussão negativa, no entanto, parece ir na contramão da percepção e das atitudes que a população chinesa tem da técnica. Uma pesquisa realizada pela Universidade Sun Yat-Sen (China), divulgada em novembro, mostra que a população chinesa apoia fortemente a aplicação terapêutica da técnica de edição de genoma, embora tenha pouco conhecimento sobre ela. Realizada com 4.196 pessoas, a enquete aponta que cerca de 65% dos entrevistados estariam dispostos a usar a terapia para modificar genes se um teste genético indicasse que elas – ou seus filhos – eram susceptíveis de desenvolver uma doença grave ou fatal. Cerca de 55% dos respondentes se declararam a favor do uso clínico da edição de genes – quase 40%, porém, se disseram indecisos – e pouco mais de 60% aprovavam a pesquisa com a técnica. Os índices de aprovação são mais altos quando dizem respeito à aplicação da tecnologia para propósitos médicos – mais de 90% eram a favor, por exemplo, de seu uso na prevenção do vírus HIV. No entanto, a proporção de respondentes que se declararam a favor do uso da edição de genomas para aumento da inteligência ou de habilidades atléticas também foi significativa: próxima a 30%!! Leia a versão condensada da pesquisa em inglês em: <http://www.globaltimes.cn/pdf/ChinesePublicAttitudesOnGeneEditing2018.11.12.pdf>.
 
3. A ciência por trás das histórias – Nem toda reportagem sobre ciência precisa ser profundamente acadêmica ou focar em conceitos densos. Podem conter humor e – por que não? – sarcasmo. Podem também ser publicadas em revistas centradas em moda, culinária, esportes, negócios, políticas públicas, entre outras! O desafio é encontrar o ângulo científico implícito em qualquer tema. A dica vem da jornalista freelancer Kate Morgan, em seu texto “Finding the science in any story”, publicado em novembro no site The OPENNotebook - the story behind the best science stories. A jornalista dá alguns exemplos, entre eles, uma reportagem de sua autoria sobre o filme de comédia “I feel pretty”, dos diretores norte-americanos Abby Koh e Marc Silverstein, lançado em 2018. Diferentemente das críticas publicadas na maioria dos veículos, o foco da matéria de Morgan – “A Head Injury Really Could Alter Your Self-Perception”, publicada no site The Cut – foi em questões da neurociência, com pitadas de humor. Para a jornalista, encontrar um ponto de vista científico numa pauta do cotidiano pode ser “agradavelmente inesperado” e despertar o interesse dos editores dos veículos noticiosos. Em seu texto, Morgan oferece ainda um passo a passo para encontrar a ciência por trás das histórias. Acesse o texto gratuitamente em inglês em: <https://www.theopennotebook.com/2018/11/27/finding-the-science-in-any-story/>. 

4. Ciência e autoridade – Como a ciência é concebida em diferentes culturas e até que ponto ela tem a última palavra? A partir de diversos estudos e dados robustos, coletados e produzidos em diferentes países e contextos, o livro The Cultural Authority of Science busca oferecer respostas a questões como estas. Organizada por Martin W Bauer, Petra Pansegrau e Rajesh Shukla e editada pela Routledge, a publicação recém-lançada é fruto de um esforço conjunto de vários países de mapear a autoridade cultural da ciência e construir um sistema de indicadores para observar o desenvolvimento da cultura científica em diferentes partes do mundo. Dividida em quatro partes, a obra dedica um capítulo às enquetes de percepção pública da ciência no Brasil, desde a primeira iniciativa do gênero, realizada em 1987, até a mais atual, de 2015. No texto, o pesquisador brasileiro Yurij Castelfranchi, colaborador das iniciativas mais recentes, compara os dados das pesquisas, apontando mudanças importantes nas atitudes dos brasileiros em relação à ciência desde a redemocratização do país, na década de 1980, até hoje. A primeira parte do livro, dedicada à conceituação teórica das discussões propostas, é um material rico para todos que estudam o tema. O único ponto negativo é o valor do livro: 112 dólares (cerca de R$ 430). A versão eBook é um pouco menos cara: 50 dólares (cerca de R$ 195). Para mais informações sobre o livro, acesse: <https://bit.ly/2UnwWUK>.
 
5. Lições e soluções em ciência cidadã – A participação ativa do público no desenvolvimento de pesquisas científicas, a chamada ciência cidadã, é um fenômeno que vem se expandindo em diversos países. Ao envolver diretamente cidadãos em algumas etapas da pesquisa – como, por exemplo, na coleta de dados – esse tipo de projeto tem grande potencial para engajar o público com a ciência. Seus resultados e aplicações podem ser de interesse tanto para profissionais de divulgação científica quanto para cientistas de diversas áreas, formuladores de políticas públicas e o público em geral. Para abordar a ciência cidadã a partir de diversos ângulos, o livro Citizen Science: Innovation in Open Science, Society and Policy, publicado recentemente pela UCL Press (Reino Unido), reuniu 31 artigos voltados para identificar lições e soluções deste tipo de projeto a nível global, incluindo alguns estudos de caso. Os capítulos consideram o papel da ciência cidadã no contexto da agenda mais ampla da ciência aberta e da inovação aberta e discutem o progresso em direção à pesquisa e à inovação responsáveis. Para fechar com chave de outro, a obra está disponível gratuitamente em: <http://discovery.ucl.ac.uk/10058422/1/Citizen-Science.pdf>.  
 
6. Mergulhando no acervo de José Reis – “A ciência é bonita e profundamente estética; portanto devemos exibi-la à sociedade”. De autoria de José Reis, a frase ilustra a página de abertura do recém-lançado site sobre o acervo desse cientista, jornalista e ícone da divulgação científica no Brasil. Em Acervo José Reis <http://josereis.coc.fiocruz.br>, o vasto legado de Reis é organizado de modo a ilustrar suas diferentes facetas: é possível conferir textos que exploram sua atuação como pesquisador, como divulgador da ciência, ativista pela institucionalização da ciência no país e até como poeta. Uma linha do tempo destaca alguns marcos e curiosidades de sua história pessoal e profissional até o ano de 2002, quando faleceu aos 94 anos. Há, ainda, relatos pessoais escritos pelo próprio Reis sobre seu trabalho como pesquisador e divulgador científico, além de preciosidades como um texto escrito e ilustrado por ele quando tinha apenas 11 anos, com o objetivo “dar alguns conselhos sobre educação moral e cívica”. Em processo constante de atualização, o site disponibiliza parte do acervo pessoal de José Reis, sob guarda da Casa de Oswaldo Cruz (Fiocruz). O acervo completo está disponível para consulta pública na sede da Fiocruz em Manguinhos, Rio de Janeiro. O site contou com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. 
 
7. Prêmio de fotografia Ciência & Arte – Já dizia José Reis, um dos principais divulgadores científicos do Brasil, que a ciência tem apelo estético (vide nota acima). Corroborando tal afirmação, estão abertas até 18 de janeiro de 2019 as inscrições para a 8ª edição do prêmio Fotografia-Ciência & Arte, do CNPq, que tem como objetivos fomentar a produção de imagens com a temática de Ciência, Tecnologia e Inovação, contribuir com a divulgação e a popularização da ciência e tecnologia e ampliar o banco de imagens da agência de fomento. O concurso é destinado a estudantes de graduação e pós-graduação, docentes e pesquisadores brasileiros e está dividido em duas categorias: Imagens produzidas por câmeras fotográficas; e Instrumentos especiais. Os primeiros colocados de cada categoria receberão R$ 8 mil, além de passagem aérea e hospedagem para participar da 71ª Reunião Anual da SBPC, em julho de 2019, na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, em Campo Grande/MS, onde irão expor suas imagens e receber a premiação. Já o segundo e terceiro colocados de cada categoria receberão, respectivamente, R$ 5 mil e R$ 3 mil. Podem se inscrever brasileiros ou estrangeiros com visto permanente no Brasil, maiores de 18 anos. A imagem inscrita deverá estar associada à atividade científica e tecnológica e ter sido produzida para fundamentar o trabalho de pesquisa, ao qual o (a) candidato (a) está ou esteve vinculado (a). Acesse o regulamento completo em: <http://premios.cnpq.br/web/pfca/regulamento>. 
 
8. Especialização em divulgação e popularização da ciência – Estão abertas até 1º de fevereiro as inscrições para o curso de Especialização em Divulgação e Popularização da Ciência. Com carga horária de 390h presenciais, o programa é oferecido pela Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), por meio do Museu da Vida, em parceria com Museu de Astronomia e Ciências Afins, Fundação Cecierj, Casa da Ciência e Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Serão oferecidas 20 vagas. O programa é desenvolvido por uma equipe multiprofissional e destinado a museólogos e profissionais ligados a museus e centros de ciência, cultura e arte; comunicadores; jornalistas; cientistas; educadores; sociólogos; cenógrafos; produtores culturais; professores de ciências licenciados (nível superior) e demais profissionais que atuam, seja no âmbito prático ou no acadêmico, na área da divulgação da ciência, da tecnologia e da saúde. Embora gratuito, o programa cobra taxa de inscrição de R$ 50 – é possível pedir isenção. As aulas terão início em 18 de março de 2019 e serão ministradas no Centro de Documentação e História da Saúde da COC, no campus da Fiocruz em Manguinhos, no Rio de Janeiro, às segundas e quartas-feiras, das 9h às 17h. Saiba mais sobre o curso e o processo seletivo em: <https://bit.ly/2PlMSCZ>. Mais informações pelo e-mail <Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.>.
 
9. Curso aborda interfaces entre internet, saúde e sociedade – Terminam em 20 de dezembro as inscrições para o curso de atualização em Internet, Saúde e Sociedade, oferecido de 28 de janeiro a 1º de fevereiro de 2019 pelo Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz). Gratuito e com carga horária de 30h, o curso tem, entre seus objetivos, avaliar a singularidade da internet enquanto veículo de comunicação e produção de informação e suas consequências para o empoderamento do cidadão e a promoção da saúde e verificar em que medida os ambientes virtuais e as redes sociais na Internet engendram novos regimes de produção de sentido para o cidadão e introduzem novas questões nas dinâmicas de pesquisa científica em saúde. Serão oferecidas 20 vagas, destinadas a profissionais graduados e com experiência nas áreas de Informação, Comunicação, Ciências Sociais e Saúde. Com coordenação dos pesquisadores Wilson Borges e André Pereira Neto, as aulas serão ministradas de segunda à sexta-feira, das 9h às 17h, na sala 401 do Prédio da Expansão da Fiocruz, que fica na Av. Brasil, 4.036, Manguinhos, Rio de Janeiro. Para conferir as etapas de seleção e documentos necessários, acesse a chamada pública do curso em: <https://bit.ly/2QksB6p>. 
 
10. Inscrições abertas para curso sobre museologia social – A Rede de Museologia Social do Rio de Janeiro, em parceria com a instituição Raízes de Gericinó, realiza nos dias 14 e 15 de dezembro de 2018 o Curso de Museologia Social. O programa vai abordar os tópicos “Patrimônio e museus: noções históricas e contemporâneas”, “Os museus e a museologia no Brasil”, “Memória social: conceitos e noções”, “A função social dos museus: questões históricas e contemporâneas”, “Panorama de políticas públicas voltadas aos museus no Brasil”, “Experiências de memória e museu na perspectiva da museologia social: A Rede de Museologia Social do Rio de Janeiro e o Museu Casa de Bumba Meu Boi em Movimento - Raízes de Gericinó”, e “Inventários participativos como registro de memória social”. Gratuito, o curso será ministrado por João Paulo Vieira e Inês Gouveia, das 9h30 às 17h, no Raízes de Gericinó - Museu Casa de Bumba Meu Boi em Movimento, que fica na Estrada do Gericinó, 80, Bangu, Rio de Janeiro. As inscrições podem ser feitas em: <http://goo.gl/EED1YT>. Saiba mais em: <https://www.facebook.com/remusrj/photos/a.833777336720820/1871170322981511/?type=3&theater>. 

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Ciência & Sociedade é o informativo eletrônico do Núcleo de Estudos da Divulgação Científica do Museu da Vida (Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz). Editores de Ciência & Sociedade: Marina Ramalho e Carla Almeida. Redatores: Luís Amorim e Rosicler Neves. Projeto gráfico: Luis Cláudio Calvert. Informações, sugestões, comentários, críticas etc. são bem-vindos pelo endereço eletrônico <Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.>. Se você não quer mais receber Ciência & Sociedade, envie um e-mail para <Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.>.

Ao virtualizar a mostra, o objetivo é que a pessoa possa fazer tudo o que o visitante presencial faz.

Estudo investigou a recepção de matérias de ciência do telejornal por mulheres com 60 anos ou mais.

Atividades integram programação de seminário sobre direitos humanos promovido pela ENSP.

Seminário será realizado nesta quinta-feira (13/12), a partir das 13h30, na Tenda da Ciência.

Programação gratuita e aberta ao público aconteceu no dia 28 no auditório do Museu da Vida.

Promovido pela Casa de Oswaldo Cruz (COC), o evento aconteceu nos dias 27 e 28 de novembro. 

Link para o site Invivo
link para o site do explorador mirim
link para o site brasiliana

funcionamento terça a sexta-feira: 9-16h30, sábados: 10h-16h

agendamento de visitas 55 21 2590-6747

Fiocruz, Av. Brasil, 4365 - Manguinhos, Rio de Janeiro| CEP: 21040-900

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