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A olimpíada está promovendo um roteiro especial pela cidade para os jovens selecionados, incluindo visitas a pontos históricos do Rio. (Crédito: Marlucia Seixas/Divulgação Obsma)

Setenta professores e estudantes representantes de escolas de todas as regiões do país desembarcam no Rio de Janeiro para participar da Semana de Premiação da 9ª Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (Obsma) de 26 a 28 de novembro. Realizada pela Fundação Oswaldo Cruz, a olimpíada vai promover um roteiro especial pela cidade do Rio de Janeiro, mas, especialmente no dia 28, a programação é aberta ao público. Além da entrega dos prêmios aos estudantes e professores, o evento contará com uma palestra de Pamela Carvalho, historiadora e assistente de produção e mediação cultural do Centro de Artes da Maré. O evento acontece de 9h às 12h no auditório do Museu da Vida e terá transmissão ao vivo pelo Facebook da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente.

Selecionado na modalidade Projeto de Ciências e coordenado pelo professor de filosofia Paulo Roberto de Sousa, o trabalho "Kenosi Road" foi desenvolvido por dez alunos da Escola Estadual Padre José Schneider, na cidade de Santa Isabel do Rio Negro, no Amazonas. "Trata-se de um game que traz informações importantes sobre o lixo e sua reciclagem. Kenosi significa lixo na linguagem Ianomami, e road, estrada, em inglês. Resolvemos utilizar uma terminologia local e uma língua universal para formar 'caminho do lixo'", explica o professor. Segundo ele, a notícia de que o trabalho havia sido selecionado pela Olimpíada pegou todos de surpresa. "Sabíamos que o trabalho poderia se destacar, mas não imaginávamos que seria selecionado. É muito gratificante esse reconhecimento, já que é um trabalho multidisciplinar, que envolve tecnologia, realizado em uma escola que fica a três dias de barco da capital Manaus", reforça Paulo.

Uma 'batalha de rap' promovida pelos alunos do Colégio Estadual Dorival Passos, de Salvador, na Bahia, abordou o tema das infecções sexualmente transmissíveis, e o trabalho foi selecionado na categoria Produção Audiovisual. Com o título "Seja vencedor nessa batalha!", o grupo mobilizou toda a escola, que ostentou uma faixa parabenizando a equipe representante. "É a primeira vez que participamos, e o resultado é muito importante para os alunos e para a escola. Nossa ideia era trazer a linguagem do rap, uma linguagem jovem, para reforçar a prevenção ao HIV, por exemplo, que vem registrando aumento de casos entre os adolescentes. A gravação foi toda feita com o celular e os próprios alunos editaram utilizando softwares livres", relata a professora Luzânia Fonseca Imperial, que viaja para o Rio de Janeiro com o aluno do 3º ano do Ensino Médio Paulo César, de 17 anos. 

O trabalho Poluição e camada de ozônio, do Colégio Militar de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, foi selecionado também na categoria Produção Audiovisual. A professora que coordenou o desenvolvimento do projeto, Adriane Schio Silva, conta que decidiu participar da 9ª Obsma quando percebeu que já trabalhava a temática da iniciativa em sala de aula. "Estávamos discutindo assuntos como poluição, camada de ozônio, efeito estufa e aquecimento global no 6º ano, permeando os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável que também estavam sendo trabalhados com o 9º ano, na Iniciação Científica. Sugeri a participação na Olimpíada e todos ficaram muito empolgados", diz Adriane. No Colégio, grupos realizaram tanto produções audiovisuais como textuais para serem inscritas na Olimpíada: "De duas turmas de 6º ano, selecionei cinco trabalhos em que 19 alunos estiveram envolvidos. A reação deles ao saber que um dos trabalhos foi selecionado foi de uma felicidade estonteante! Foi incrível ver aqueles rostinhos risonhos me perguntando: 'Professora, a senhora viu? Nós ganhamos! É verdade mesmo?'. Foi muito gratificante, fiquei muito feliz!", comemora a professora.

Para a coordenadora nacional da Obsma, Cristina Araripe, os objetivos da 9ª edição foram plenamente alcançados. "Estamos felizes neste encerramento pois conseguimos estimular o desenvolvimento de atividades interdisciplinares em escolas públicas e privadas de todo o país, reconhecer o trabalho desenvolvido por professores e alunos e fortalecer a cooperação com a divulgação de ações governamentais criadas em prol da educação, da saúde e do meio ambiente", avalia. 

 

Publicado em 27/11/2018

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