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Informativo do Núcleo de Estudos da Divulgação Científica/Museu da Vida - Ano XVIII, n. 248, RJ, 4 de fevereiro de 2019

Neste informe:

1. Vivemos uma crise de confiança na ciência?
2. Divulgação científica no caleidoscópio
3. Ciência e mídia como campo de estudo 
4. A percepção da ciência após visitas a festivais científicos
5. Por uma relação saudável entre ciência e mídia
6. Museu Nacional vive
7. Dinossauros e robótica em exposição
8. Abertas as inscrições para o congresso RedPop 2019
9. Prorrogadas inscrições para especialização em divulgação da ciência
10. Especialização on-line em comunicação pública da ciência
11. Chamada para artigos: divulgação científica organizacional
 
1. Vivemos uma crise de confiança na ciência? – Nos últimos anos, políticos e personalidades têm atacado publicamente a credibilidade da ciência. Se, por um lado, isso pode indicar um declínio na confiança da sociedade em relação à ciência, por outro lado, enquetes que se debruçam sobre a percepção pública da ciência em vários países não apontam tal queda – de maneira geral, dão indícios de que a confiança na ciência tem se mantido estável. Para debater as complexidades e nuances desse tema, a Federação Europeia de Academias de Ciências e Humanidades (All European Academies) acaba de publicar o terceiro número da série Allea Discussion Paper, com o tema “Trust in Science and Changing Landscapes of Communication”. No texto, discute-se se de fato existe uma crise de confiança na ciência, como ela se dá, por quê e sua relação com o cenário de transformação da mídia numa sociedade cada vez mais digital. Os autores apontam, entre outros aspectos, que a divulgação de informações científicas é majoritariamente mediada – por meios de comunicação, plataformas tecnológicas, jornalistas ou outros divulgadores – e que, assim, a confiança na ciência geralmente está associada à confiança nesses intermediários. Enquanto a credibilidade da ciência parece não ter (ainda) declinado de maneira significativa, a credibilidade da mídia tem sofrido com a disseminação da internet e das redes sociais. O texto aponta os principais desafios impostos à credibilidade da ciência por esse cenário em mutação e sugere formas de enfrentar tais obstáculos. Acesse gratuitamente em: <https://bit.ly/2SivUuJ>.
 
2. Divulgação científica no caleidoscópio – Uma área complexa, em expansão e permanente transformação, cuja conceituação teórica requer abordagens interdisciplinares, que combinem as ciências duras e as humanidades. Esta é a visão da divulgação científica salientada na edição corrente do periódico uruguaio Inmediaciones de la Comunicación sobre “novos atores, meios e olhares sobre a circulação do conhecimento científico”. Na apresentação do número, o editor convidado Pablo Francescutti, da Universidad Rey Juan Carlos de Madrid (Espanha), traça um panorama geral do desenvolvimento do campo acadêmico da divulgação científica, pontuando as principais mudanças conceituais por que tem passado. Além disso, faz uma breve introdução dos textos que compõem a edição, evidenciando uma grande multiplicidade de olhares que têm sido direcionados à área. Em oito artigos, são abordados desde estudos discursivos sobre a mídia tradicional até a oferta de formação em comunicação da ciência em cursos universitários, incluindo pesquisas acerca da representação da ciência no cinema, na televisão e em outros gêneros audiovisuais e novas modalidades interativas. O número traz ainda duas resenhas e uma entrevista conduzida por Francescutti com o semiólogo italiano Pablo Fabbri, em que discutem o discurso da ciência do ponto de vista da semiótica. Acesse o periódico em: <https://bit.ly/2TuYS85>.    
   
3. Ciência e mídia como campo de estudo – A cobertura de ciência feita pelos meios de comunicação tem sido o principal objeto de estudo dos pesquisadores que se dedicam ao campo da divulgação científica na América Latina – dos 609 artigos identificados num mapeamento recente do campo, 31% tinham esse foco <https://bit.ly/2vMYMgX>. Para entender melhor como esses estudos se caracterizam no Brasil, o artigo “Ciência e mídia como campo de estudo: uma análise da produção científica brasileira”, publicado na última edição da revista Intercom, os autores se debruçaram sobre o conjunto de artigos escritos por autores nacionais: 154 estudos publicados em 38 periódicos. Eles destacam que a maioria dos artigos (60%) analisa meios de comunicação impressos, como jornais e revistas, e que a maior parte dos estudos foi publicada em revistas nacionais (88%). Além disso, os dados mostram que a comunidade de autores se concentra em instituições do eixo Rio de Janeiro – São Paulo. No entanto, a proximidade geográfica dos pesquisadores não se traduz em muitas colaborações entre si, o que acaba gerando uma comunidade científica fragmentada, segundo o estudo. Leia o artigo na íntegra em: <https://bit.ly/2G8UcBI>.
 
4. A percepção da ciência após visitas a festivais científicos – Estudos têm demonstrado que a decisão dos jovens por seguir carreiras científicas pode ser fortemente influenciada pelas atitudes dos pais. Mas como estimular essa escolha quando muitas famílias, especialmente as de origem humilde, enxergam as chamadas áreas STEM (ciência, tecnologia, engenharia e matemática, na sigla em inglês) como algo fora da sua realidade? Como mudar essa percepção entre os pais, para que eles possam inspirar a escolha dos filhos na direção das carreiras científicas? No artigo “‘Going to these events truly opens your eyes’. Perceptions of science and science careers following a family visit to a science festival”, publicado em janeiro na Journal of Science Communication, os autores analisaram se a participação de uma família em um festival de ciência poderia ter impacto positivo na percepção dos pais sobre a atividade científica. O estudo incluiu questionários prévios (1.724) e após as visitas (273), entrevistas (188) e grupos focais (5) com participantes do Festival de Ciência de Lancashire (Reino Unido) de 2017. Entre os resultados, os autores apontam que 70% dos pais, especialmente aqueles oriundos de áreas menos favorecidas, relataram um impacto positivo sobre sua percepção em relação à ciência. Além disso, o festival ajudou a tornar a imagem da ciência mais "real" e "acessível". No entanto, a hipótese de que a participação poderia estimular outras atividades científicas informais não foi observada em grupos mais carentes. Leia o artigo em: <https://bit.ly/2HS4CHP>.
 
5. Por uma relação saudável entre ciência e mídia – Foi-se o tempo em que o cientista corria da imprensa. Quer dizer, isso se ele estiver bem informado e preparado. Estudos recentes mostram que pesquisadores que lidam bem com a mídia e estão presentes nos meios de comunicação se beneficiam diretamente dessa relação. Pensando nisso e também nas dificuldades que muitos cientistas ainda encontram para transformar ciência em notícia, as jornalistas Luiza Caires e Aline Naoe escreveram o guia De cientista para jornalista – noções de comunicação com a mídia. Embora a publicação se direcione especialmente a pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), contendo informações sobre a estrutura de comunicação da instituição e os canais de contato com a mídia que estão à disposição, as dicas podem ser úteis para qualquer cientista interessado em compartilhar seu trabalho com a sociedade por meio da imprensa. Há explicações sobre o funcionamento da mídia, seus diferentes formatos e linguagens e sobre a rotina dos jornalistas, além de dicas práticas de como “vender” seu trabalho a esses profissionais, atingir diferentes públicos, em diferentes meios, e usar dados estatísticos e as redes sociais. Tem também orientações sobre como se preparar para entrevistas. O guia tem 25 páginas e está disponível gratuitamente em: <https://bit.ly/2UFbPfE>. Se ainda tinham, agora os cientistas não têm mais desculpa para correr!
 
6. Museu Nacional vive – Cinco meses se passaram desde o trágico incêndio que destruiu o Museu Nacional e a instituição não para de dar sinais de vida. O mais recente foi a inauguração da exposição “Quando Nem Tudo era Gelo - Novas Descobertas no Continente Antártico”, em 16 de janeiro, no Centro Cultural Museu Casa da Moeda do Brasil. Com curadoria da paleontóloga Juliana Sayão, a mostra apresenta novas descobertas de expedições realizadas entre 2015 e 2018 pelo projeto Paleoantar, vinculado ao Programa Antártico Brasileiro. Por meio de vídeos, imagens, amostras, réplicas e fósseis, que representam diferentes momentos da história da Antártica, os visitantes são convidados a conhecer diversas facetas do continente, inclusive a de um lugar quente e de biodiversidade pouco conhecida do grande público. A mostra também traz detalhes sobre as expedições ao continente, abordando desde as condições nos acampamentos até os equipamentos científicos usados para encontrar fósseis. A (literalmente) grande surpresa fica por conta da réplica de um mosassauro, com cinco metros de comprimento. O espécime, que aguarda os visitantes logo na entrada da exposição, pertence a um grupo extinto de criaturas marinhas que habitaram os mares do final do período Cretáceo. O Centro Cultural Museu Casa da Moeda do Brasil fica na Praça da República, 26, no Centro, Rio de Janeiro. A exposição fica em cartaz de terça a sábado, das 10h às 16h, e domingo, das 10h às 15h, até 17 de maio. Entrada gratuita. Veja fotos da exposição em: <https://bit.ly/2Spy8IL>. 
 
7. Dinossauros e robótica em exposição – Um olhar para o passado sem perder o futuro de vista! O Museu Ciência e Vida/ Fundação Cecierj, de Duque de Caxias, inaugurou em janeiro a exposição “Dinossauro – do Cretáceo à robótica”, fruto de parceria com o Museu da Geodiversidade, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Entre as atrações, os visitantes podem conferir uma réplica do esqueleto do dinossauro brasileiro Uberatitan Riberoi e de outros animais pré-históricos que viviam no território brasileiro. A exposição inclui oficinas, nas quais são abordados temas de robótica, geologia, paleontologia, arqueologia e outras áreas de conhecimento. As atividades são todas gratuitas. O Museu Ciência e Vida fica na rua Aílton da Costa S/N – Jardim Vinte e Cinco de Agosto, Duque de Caxias. O horário de visitação é de terça-feira a sábado, das 9h às 17h. É possível agendar visitas de escolas e outros grupos. Veja fotos da inauguração em: <https://bit.ly/2Bku5DS>. Mais informações pelo telefone: (21) 2671-7797.
 
8. Abertas inscrições para o congresso RedPop 2019 – Já estão abertas as inscrições para o 16º Congresso da Rede de Popularização da Ciência para a América Latina e o Caribe (RedPop), que acontecerá de 22 a 25 de abril de 2019, na cidade do Panamá (Panamá). Também já está no ar o site oficial do evento (www.redepop2019.org), com informações sobre programação, inscrições, sede do evento e alojamento. Para se inscrever, os valores variam de 50 a 200 dólares até 16 de março. Após essa data, de 75 a 250 dólares. Organizado pela Fundação Cidade do Saber e pela Secretaria Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação do país-sede, o encontro de 2019 tem como eixos temáticos “Sustentabilidade: Conscientização e ação global para o meio ambiente e clima”; “Encruzilhada: abordagens intersetoriais, diálogo de conhecimento e colaboração entre as ciências”; e “Ciência Viral: Popularização da ciência nas redes sociais - novas comunidades de conhecimento”. Mais informações no site ou pelo e-mail <Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.>.
 
9. Prorrogadas inscrições para especialização em divulgação da ciência – Foram prorrogadas até 13 de fevereiro as inscrições para a turma de 2019 do curso de especialização em Divulgação e Popularização da Ciência, promovido pelo Museu da Vida/Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz, em parceria com Museu de Astronomia e Ciências Afins, Fundação Cecierj, Casa da Ciência e Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Com 20 vagas e 360 horas presenciais, o curso é destinado a profissionais (nível superior) que desejam atuar, seja no âmbito prático ou no acadêmico, na área da divulgação e popularização da ciência. O programa, desenvolvido por uma equipe multiprofissional, inclui disciplinas como Introdução à história das ciências e da divulgação científica; Incertezas, riscos, controvérsias e aspectos éticos da pesquisa científica; Museus e Educação não formal; Artes & Ciências: diálogos possíveis com a divulgação científica; Práticas e aplicações de novas tecnologias, entre outras. O curso é gratuito, mas é cobrada uma taxa de R$ 70 de inscrição. As aulas terão início em 19 de março na Oficina-Escola, campus da Fiocruz em Manguinhos, e ocorrem às segundas e quartas-feiras, das 9h às 17h. Para mais detalhes sobre o curso, como documentos necessários para a inscrição, acesse a chamada pública: <https://bit.ly/2TqnMpr>. As inscrições podem ser feitas na plataforma Siga-Fiocruz: <https://bit.ly/2SrZ6Qb>.
 
10. Especialização on-line em comunicação pública da ciência – Estão se popularizando os cursos on-line de divulgação científica, inclusive em nível de pós-graduação. A bola da vez é o curso de especialização em comunicação pública da ciência oferecido pela Faculdade de Ciências Sociais e Secretaria de Ciência, Arte e Tecnologia da Universidad Nacional del Centro, em Buenos Aires (Argentina), com inscrições abertas até 11 de março. Com duração de um ano e caráter tanto prático quanto teórico, o curso prevê a realização de dois seminários, três workshops, trabalho de campo e um espaço tutorial destinado à elaboração do trabalho final, tudo isso com orientação de especialistas no campo. O objetivo é formar profissionais capazes de facilitar a interação estratégica e o diálogo fluido entre instituições científicas e diversos setores da sociedade. Para participar do curso, voltado especialmente a professores, pesquisadores e profissionais vinculados a instituições comprometidas com o desenvolvimento e a comunicação da ciência e tecnologia, é preciso ter diploma de graduação universitária. O valor total para argentinos é 9.200 pesos argentinos e, para estrangeiros, 450 dólares. As aulas começam em 1º de abril. Os interessados devem preencher formulário on-line disponível em <https://bit.ly/2t4pjG4>. Mais informações em: <https://bit.ly/2WDvXAF>.
 
11. Chamada para artigos: divulgação científica organizacional – Internacionalmente, a divulgação científica tem ganhado importância em contextos organizacionais. Instituições de ensino e pesquisa vêm expandindo e profissionalizando seus esforços de comunicação. Além disso, empresas, partidos políticos e ONGs também se comunicam cada vez mais sobre ciência. Apesar dessa tendência, a divulgação científica em contextos organizacionais ainda não tem recebido a devida atenção acadêmica. No intuito de contribuir para reduzir essa lacuna, o Journal of Communication Management está preparando uma edição especial sobre o tema para ser publicada em julho de 2020. Até 1º de junho deste ano, a revista recebe contribuições para o número. Os artigos tanto podem ser teórico-conceituais quanto se basearem em análises empíricas e podem abordar diversos aspectos relacionados à divulgação científica organizacional. Os eixos temáticos e todas as regras de submissão estão disponíveis em: <https://bit.ly/2BmCnex>.   

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