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Informativo do Núcleo de Estudos da Divulgação Científica do Museu da Vida 

Ano XX - nº. 280. RJ, 6 de outubro de 2021. 

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Neste informe: 

Destaque 

1. Checando a validade da checagem de fatos 

Leituras

2. Experiências de inclusão de pessoas com deficiência 

3. Casa da Ciência revisita sua trajetória 

4. Como fortalecer a confiança na ciência? 

Ações  

5. O lado obscuro da ciência 

6. Minissérie tira neurocientistas do laboratório 

7. Cientistas conversam ao vivo pelo Insta 

Eventos 

8. Antes tarde... 

9. Conferência de engajamento público 

10. Ecsite 2022 recebe propostas 

Oportunidades  

11. Inovação na pesquisa animal 
 

Destaque 

 

1. Checando a validade da checagem de fatos – Ainda há muito a se pesquisar acerca do atual quadro de desinformação no debate público sobre ciência, tecnologia e saúde. Por exemplo, as agências de checagem de fatos funcionam ou só “pregam para convertidos”? Essa é a questão central do artigo “The global effectiveness of fact-checking: Evidence from simultaneous experiments in Argentina, Nigeria, South Africa, and the United Kingdom”, publicado na última edição da revista PNAS. Os autores avaliaram, em 28 experimentos conduzidos simultaneamente nos quatro países com amostras representativas da população, os efeitos da desinformação comparados aos efeitos de sua correção. Para isso foram selecionadas 22 checagens de fatos sobre temas diversos. Os resultados mostram que a verificação dos dados reduziu a crença na desinformação em todos os países, com a maioria dos efeitos ainda presentes nos participantes mais de duas semanas depois do acesso às checagens. Uma análise agregada dos dados coletados indicou que as checagens de fatos reduziram a crença na desinformação em pelo menos 0,59 pontos em uma escala de 5 pontos. A exposição à desinformação, por outro lado, aumentou as crenças falsas em menos de 0,07 pontos na mesma escala. Os autores também consideraram os efeitos da verificação de dados frente ao espectro ideológico. Por mais que tenham identificado correlações, eles explicam que em nenhum caso um grupo se tornou mais propenso à imprecisão porque foi exposto a checagens. O artigo está disponível em <https://bit.ly/3AfK163> e seu acesso na íntegra é possível via Portal de Periódico da Capes.
  

Leituras 

2. Experiências de inclusão de pessoas com deficiência – Questões relacionadas à inclusão e acessibilidade estão se tornando proeminentes em centros e museus de ciências e espaços culturais. Apesar de a falta de diversidade e a realização de práticas excludentes ainda existirem nesses espaços, há um esforço crescente para o enfrentamento dessas questões. No recém-lançado livro Educação museal e acessibilidade, educadores e pesquisadores de diversos campos apresentam resultados de estudos e relatos de experiências empíricas de inclusão de pessoas com deficiência e de novos públicos desenvolvidos em museus, institutos e espaços culturais brasileiros. Em oito artigos, a publicação organizada pela Seção de Formação do Serviço de Educação do Museu da Vida discute aspectos que contribuíram para a implementação da acessibilidade nesses locais e aborda os processos de construção de um programa de acessibilidade institucional. O livro inclui ainda estratégias de mediação e ideias para o desenvolvimento de materiais multissensoriais e atividades educativas acessíveis.  A obra, gratuita, pode ser acessada em: <https://bit.ly/3Btdw61>.

3. Casa da Ciência revisita sua trajetória – No momento em que os espaços científico-culturais do país passam sufoco, a Casa da Ciência, centro de ciência, arte e cultura da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) decide revisitar sua trajetória. Em artigo publicado na revista História, Ciências, Saúde – Manguinhos, autores vinculados à entidade rebobinam a história para contextualizar as origens do espaço. Partindo do início do século 20, resgatam marcos importantes da divulgação científica no país, da implantação do Sistema Integrado de Museus, Acervos e Patrimônio da UFRJ e das intervenções pelas quais passou sua edificação. Isso para chegarem a 1995, ano em que a Casa da Ciência abre as portas para o público e dá início a uma história repleta de realizações – que incluem o desenvolvimento de projetos teatrais e a participação na pesquisa e desenvolvimento de um samba-enredo – e desafios – sendo a questão financeira um dos mais recorrentes. Apesar do foco sobre um centro universitário, o artigo levanta questões relevantes para a área de museus, como a institucionalização desses espaços, sua adequação a políticas do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e as dificuldades cada vez maiores de financiamento no setor, com a redução dos editais de fomento à divulgação científica. O artigo está disponível em: <https://bit.ly/3mqUzuo>.

4. Como fortalecer a confiança na ciência? – A Academia Jovem Global (GYA) acaba de divulgar documento fruto das discussões ocorridas na conferência anual da entidade, realizada em junho deste ano. O evento reuniu cerca de 600 participantes de 114 países e debateu o tema “Confiança na Ciência”. Diante da crescente disseminação de teorias conspiratórias, negacionismo climático e movimento antivacina, debateu-se formas de reforçar a confiança pública na ciência e de garantir sua contribuição no enfrentamento dos desafios da atualidade. As principais recomendações para os cientistas em início de carreira foram sintetizadas no documento e incluem: envolver-se com aspectos políticos e regulatórios relacionados à sua área de pesquisa, ampliar o diálogo com diferentes públicos, ir além do modelo de déficit (que pressupõe uma lacuna de conhecimento por parte do público a ser preenchida pela simples inoculação de conhecimento), abordar problemas concretos com relevante impacto social e praticar a ciência aberta. Para isso, defende-se que as instituições de pesquisa ofereçam aos jovens cientistas treinamento e capacitação em consultoria, diplomacia, educação técnica e comunicação pública. Lei o documento na íntegra em: <https://bit.ly/2Yk7nL7>.

 

Ações 

5. O lado obscuro da ciência – Os podcasts de ciência estão ganhando espaço entre os meios de divulgação científica. Nessa seara, vale destacar o Ciência Suja, lançado em agosto, trazendo histórias protagonizadas por cientistas que terminaram em grandes prejuízos para a sociedade. O episódio de estreia aborda “a farsa da pílula do câncer”, um caso nacional recente, que mobilizou uma ampla rede de atores para além dos laboratórios. Os temas seguintes – Aids, cigarro e eugenia – são mais antigos e globais, mas servem bem ao propósito de mostrar um lado mais obscuro da ciência. O projeto, que conta com apoio do Instituto Serrapilheira, é fruto de parceria entre a produtora NAV reportagens e os jornalistas Theo Ruprecht e Thaís Manarini. No momento em que a divulgação científica pende para um novo iluminismo, é importante haver iniciativas que estimulem um olhar mais crítico para a ciência. Confira no Spotify: <https://spoti.fi/3mwXVvY>.       

6. Minissérie tira neurocientistas do laboratório – A pandemia de Covid-19 deu grande visibilidade aos cientistas, mas as imagens que a sociedade tem desses atores ainda são carregadas de estereótipos. A minissérie “Neurobastidores: cientistas por trás do jaleco” foi concebida com o intuito de desconstruir essas imagens e conferir mais humanidade aos pesquisadores. Lançada em setembro no YouTube, a minissérie estrela renomados neurocientistas brasileiros, que falam não apenas de suas pesquisas, mas também de seus interesses pessoais, motivações e vidas amorosas. São dez vídeos curtos, com linguagem acessível e ilustrações bem humoradas de Marco Merlin (autor das Cientirinhas). O projeto, coordenado por Stevens Rehen (UFRJ/IDOR) e Carla Almeida (Museu da Vida/Fiocruz), foi financiado pela Faperj. Confira em: <https://bit.ly/2ZSRaN7>.  

7. Cientistas conversam ao vivo pelo Insta – A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) lança este mês o programa “Bate-papo com Ciência”, que vai abordar temas da atualidade em conversas descontraídas com cientistas. O programa será transmitido ao vivo pelo Instagram da SBPC e depois ficará disponível nos canais da entidade na internet. Segundo Renato Janine Ribeiro, presidente da SBPC, trata-se de uma oportunidade para se alcançar novos públicos. A primeira convidada será a biomédica Jaqueline Goes de Jesus, que integra a equipe que fez o sequenciamento genômico do primeiro caso de Covid-19 detectado no Brasil. O programa estava marcado para 4/10, mas, em função da instabilidade global no Instagram, a SBPC adiou a estreia para 7/10, às 18h. Acompanhe pelo Instagram @SBPCnet.

 

Eventos  

8. Antes tarde... – O intitulado 1º Congresso Brasileiro de Divulgação Científica (sim, também nos perguntamos o que foi feito de todos os outros eventos nacionais da área) ocorreu virtualmente entre 27 e 30/9. Seguindo três linhas de abordagem – reflexões, formação e práticas –, o congresso reuniu dos mais experientes à geração mais jovem de divulgadores em uma série de minicursos, palestras, mesas-redondas e apresentações de cases e trabalhos. Todo o conteúdo foi gravado e está disponível on-line até 15/10. Veja como acessar em: <https://eventos.congresse.me/cbdc>.   

9. Conferência de engajamento público – Acontece online nos dias 1 e 2/12 o evento Engage Conference 2021: Shaping ideas for change. O objetivo é trocar experiências e debater ideias sobre o papel do engajamento público no futuro do ensino superior e da sociedade, tendo como pano de fundo a pandemia de Covid-19. A inscrição custa cerca de 700 reais. Informações em: <https://www.publicengagement.ac.uk/engage-2021>. 

10. Ecsite 2022 recebe propostas – A Rede Europeia de Centros e Museus de Ciência (Ecsite) começa a preparar sua conferência de 2022. O museu Experimenta será o anfitrião do evento presencial, que acontecerá de 2 a 4/6, em Heilbronn (Alemanha). Os organizadores esperam propostas de sessões criativas até 2/11, por meio de resumo com até 900 caracteres (com espaço). Mais informações em: <https://bit.ly/3lacsOl>. 
 

Oportunidades

11. Inovação na pesquisa animal – A ONG internacional Animal Research Tomorrow vai apoiar financeiramente jovens divulgadores (de até 35 anos) no desenvolvimento de estratégias e materiais inovadores destinados a promover maior transparência na pesquisa animal. Serão concedidos até 2.500 euros por projeto, com início em 2022. O prazo para apresentar proposta é 1/11. Mais informações em: <https://bit.ly/3D4PIWm>. 

 

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