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A Coordenação de Cooperação Social da Fiocruz e o Museu da Vida da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz) realizaram a roda de conversa “Violência e Saúde”, que foi realizada na terça-feira, 26 de junho, no auditório do Museu. O evento abordou as diversas formas de violência e violações de direitos humanos sofridas por moradores de favelas e regiões periféricas, assim como as graves consequências para a saúde dessas populações.   

“Nos últimos anos, o aumento de diferentes formas de violência no país – e, em especial, da violência armada em territórios vulnerabilizados de favelas – tornou obrigatório o debate e a construção de alternativas de prevenção e redução da violência”, disse Leonardo Bueno, da Coordenação de Cooperação Social, um dos organizadores da atividade.

A roda de conversa reuniu diferentes vozes para discutir essas questões. Participaram Anastácia Ferreira, da Comissão dos Agentes Comunitários de Saúde de Manguinhos (Comacs); e André Lima, do Conselho Comunitário de Manguinhos. 

“Tenho experimentado no meu dia a dia a vida na favela e percebido que as violências tomam conta do nosso cotidiano. E não apenas a violência armada, mas a violência de uma escola que afugenta nossos jovens; uma violência estampada nos casos de corrupção; uma violência de líderes políticos apregoando a homofobia, o racismo, o sexismo; a violência de uma mídia que estigmatiza os moradores de favelas e periferias, contribui para a produção e manutenção do racismo institucional, e está a serviço de grandes grupos econômicos, que têm saqueado as riquezas de nosso país. Infelizmente, quem está pagando a conta são os mais pobres. Diante dessas tamanhas violências é que me proponho a debater a relação entre violência e saúde”, afirma André.

Também participaramm da roda de conversa Flávio Serafini, deputado estadual (Psol/RJ) que tem representado a comissão de direitos humanos da Alerj em debates e audiências públicas sobre a intervenção federal militar no Rio de Janeiro; e Mayalu Matos, pesquisadora do Departamento de Estudos sobre Violência e Saúde Jorge Careli (Ensp/Fiocruz), atuante no Programa Institucional Violência e Saúde da Fiocruz. A ideia da mesa era promover um debate intersetorial visando fortalecer ações, projetos e programas sobre a temática violência e saúde.

A Coordenação de Cooperação Social e o Museu da Vida vêm construindo ciclos de seminários, oficinas e rodas de conversa sobre violência e saúde desde 2016, em especial em territórios vulnerabilizados de favelas. O Grupo de Ações Territorializadas do Museu da Vida desenvolve iniciativas de divulgação e popularização da ciência e da saúde, bem como outras atividades que têm como objetivo promover reflexões sobre saúde, cultura, identidade e participação social junto aos territórios de periferia e favelas, com destaque para Manguinhos e Maré, onde a Coordenação de Cooperação Social também desenvolve e apoia iniciativas sociais há 10 anos.

Atualizado em 27/06/2018.

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