Por Rodrigo Narciso e Teresa Santos

O Museu da Vida Fiocruz inaugurou a exposição “Pombal: do mangue ao mundo”, na última sexta-feira (27), em uma cerimônia que contou com cerca de 300 pessoas, na Tenda da Ciência Virgínia Schall. A mostra, que estimula reflexões sobre urbanização, meio ambiente e a relação entre saúde e sustentabilidade, passa a integrar o circuito de visitação do Museu da Vida Fiocruz.
A abertura da exposição faz parte de mais uma etapa do plano de requalificação do Núcleo Arquitetônico Histórico de Manguinhos (NAHM) e a cerimônia integrou a agenda cultural dos 125 anos da Fiocruz e as comemorações pelos 40 anos da Casa de oswaldo Cruz (COC/Fiocruz).
Durante a inauguração, representantes institucionais da Fiocruz destacaram a importância da reabertura do Pombal como um marco para o Museu e para a cidade do Rio de Janeiro.
Ampliação do circuito de visitação do Museu da Vida Fiocruz
O prédio do Pombal, que foi projetado por Luiz Moraes Júnior e inaugurado em 1907, já abrigou pombos-correio, funcionou como biotério, isto é, local onde eram mantidos pequenos animais utilizados em pesquisas científicas e, durante a redemocratização, tornou-se um espaço cultural ativo. Agora, ele passa a integrar o circuito de visitação do Museu da Vida Fiocruz (MVF).
O chefe do MVF Luís Amorim falou sobre a importância de um trabalho contínuo da instituição. "Teremos mais cobrança, mais trabalho e mais responsabilidade. Buscaremos crescer em número de visitas e, certamente, na possibilidade de diálogo com nossos visitantes sobre ciência, saúde, ética, território e meio-ambiente", declarou na cerimônia de abertura da mostra.
Marcos José de Araújo Pinheiro, diretor da COC/Fiocruz, destacou que a inauguração da nova exposição do Pombal representa a realização de um sonho. A iniciativa, segundo ele, é fruto de um movimento institucional que busca reconectar pessoas, espaços e sentidos, ampliando o diálogo com a sociedade.
Mario Moreira, presidente da Fiocruz, que também participou do evento, ressaltou que o Pombal representa uma "entrega para toda a sociedade". Já Bruno Sá , chefe do Departamento de Patrimônio Histórico da COC/Fiocruz, lembrou que a restauração do prédio do Pombal foi um trabalho conduzido com "rigor técnico e sensibilidade histórica". "Mais do que olhar o passado, somos instigados a pensar sobre o presente. Que esse espaço restaurado possa seguir inspirando novas pesquisas", destacou Sá.
Lucas Padilha, Secretário Municipal de Cultura do Rio de Janeiro, e Luís Fernando Donadio, Diretor Institucional da Sociedade de Promoção Sociocultural da Fiocruz (SOCULTFio), também prestigiaram o evento, assim como representantes da Vale, BNDES e BASF, apoiadores do projeto do Pombal.
Durante a cerimônia, houve apresentação do episódio 'Por trás dos tapumes', da série Fiocruz preservando o patrimônio das ciências e da saúde, e do trailer do documentário 'O Pombal Gira'. Olga D’arc, idealizadora do movimento Pombal Gira, que nos anos 1990 transformou o antigo biotério em um espaço de encontro, arte e convivência, também esteve presente e foi homenageada durante o encontro.
Sobre a exposição
A exposição de longa duração “Pombal: do mangue ao mundo” propõe uma experiência imersiva, convidando os visitantes a refletirem sobre os principais desafios da urbanização. A partir de diferentes linguagens, o percurso aborda temas como biodiversidade, saúde pública e sustentabilidade, estabelecendo diálogos entre passado, presente e futuro.
A abertura do Pombal, a nova exposição e o Programa de Educação Patrimonial são realizações do Ministério da Cultura e do Governo Federal do Brasil, em conjunto com a Casa de Oswaldo Cruz, com gestão cultural da Sociedade de Promoção Sociocultural da Fiocruz (SOCULTFio). O projeto contou com apoio financeiro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e patrocínio do Instituto Vale, da Basf, da Enauta e da Bayer, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.
Publicado em 02 de abril de 2026.


